O cinza que vira azul

Bom mesmo seria podermos nos ver de novo como antes…
sinto que estou murchando… os caminhos não são mais os mesmos e que seja finita essa Ventura… estou preparada.
Nunca escrevi isso antes mas agora percebi e foi justo com você que me veio à tona que estou cansada de sempre ter coisas lindas para falar, ver as águas murmurantes, a rosa mais linda que vier… daqui da sala escutando só o barulho das incessantes motos passando, que baixou essa, nem diria tristeza, mas a constatação da falsa valsa que não vai mais tocar…
Ótimo ter essas datas para que possamos perceber tantas coisas lindas e constatar que também a pausa, o não ser, o não ter também tem sua beleza no avesso… no nó mal dado, na sola gasta e na lágrima que que se esconde porque não se deve chorar…
Ela existe para isso para você parar e pensar no por quê… ou nos por quês, porque às vezes vem aos borbotões mas às vezes basta uma para você entender tudo…
Então você assimila pensa em outras e outras pessoas e vai percebendo sua desnecessidade das lágrimas porque se percebe feliz e completa mesmo na falta do então…
E, nessa hora do suspirar mais forte, lhe vem a certeza que o barco ainda aguenta firme nesse rio cinzento que logo vai virar azul…

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